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Dilma: Enem é instrumento de oportunidades para todos os jovens
Publicado por Unknown on segunda-feira, 12 de maio de 2014
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A presidenta Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira (12) que o resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que abre hoje o período de inscrições, oferece cinco oportunidades de estudo para os jovens.
Além de ser o critério de seleção usado por universidades públicas e institutos federais de educação que participam do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Enem vale para o estudante ter acesso ao Programa Universidade para Todos (ProUni), que oferece bolsas em instituições privadas, e ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
Dilma acrescentou que a nota do Enem também vale para o jovem obter bolsas de intercâmbio pelo Programa Ciência sem Fronteiras e conseguir uma vaga nos cursos técnicos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) por meio do Sistema de Seleção Unificada do Ensino Técnico e Profissional (Sisutec).
“Este ano, em janeiro, com uma só nota no Enem, o estudante pode concorrer a vagas em 115 instituições, em 4,7 mil cursos diferentes em todo o país fazendo apenas a inscrição pela internet”, disse Dilma, em seu programa semanal de rádio "Café com a Presidenta".
Ela informou que no Sisu, em janeiro, foram reservadas 25% das vagas de acordo com a Lei de Cotas. “Neste Enem, que está aberto agora e vai valer para 2015, 37,5% das vagas oferecidas pelo Sisu serão destinadas aos estudantes das escolas públicas. Será respeitada ainda a proporção de pretos, pardos e indígenas do estado em que fica a universidade ou instituto de ensino superior. Metade dessas vagas é reservada para estudantes de famílias com renda de até um salário mínimo e meio por pessoa.”
Segundo a presidenta, o ProUni já concedeu 1,4 milhão de bolsas integrais ou parciais para estudantes que não têm condições de pagar a mensalidade de uma universidade particular e cerca de 1,5 milhão de estudantes contrataram o Fies para financiar as mensalidades do curso superior em uma universidade privada.
Dilma ressaltou que mais de 62,5 mil bolsas já foram concedidas pelo Ciência sem Fronteiras. “Até o final do ano, serão mais duas seleções: uma em setembro e outra até o final de dezembro. Com isso, nós chegaremos a 101 mil estudantes fazendo Ciência sem Fronteiras nas melhores faculdades do mundo.”
Os interessados podem se candidatar ao Enem no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) até o dia 23. Qualquer pessoa pode se inscrever no exame, que está marcado para os dias 8 e 9 de novembro. O valor da inscrição é R$ 35. Alunos de rede pública e pessoas com renda familiar até 1,5 salário mínimo são considerados isentos. A taxa deve ser paga até o dia 28 de maio.
Mais informações podem ser encontradas no site do MEC.
Fonte: Agência Brasil
Governo está atento para manter estabilidade econômica
Publicado por Unknown on quarta-feira, 7 de maio de 2014
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| Foto Adilson Dias/ABr |
O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, assegurou nesta terça-feira (6) que o governo brasileiro está atento para manter a estabilidade econômica do país e defendeu que o ambiente é favorável para a expansão dos investimentos pelo setor privado. Ele advertiu que “não se deve confundir volatilidade com vulnerabilidade”.
A declaração foi feita em discurso durante almoço comemorativo aos 55 anos da Câmara Brasil Israel de Comércio e Indústria, na capital paulista. Na avaliação do presidente do BC, o Brasil está preparado para enfrentar os desafios nesta fase de transição da economia internacional, graças à política de ajuste monetário e ao fato de ter um colchão de liquidez com as reservas internacionais em US$ 378 bilhões, além de um sistema financeiro capitalizado.
Tombini manteve a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano em torno dos 2,3%, mesmo patamar de 2013. Para ele, ainda há capacidade de geração de emprego e renda para manter equilibrada a demanda no mercado doméstico.
O presidente do BC enfatizou o ambiente atípico que se processou paralelamente ao ajuste fiscal e à ocorrência da depreciação cambial. No entanto, em vários momentos, destacou os resultados da solidez da economia e citou o fato de a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) ter ficado, em 2013, em torno de 4%.
A estimativa dele é que as elevações de preços dos últimos meses, principalmente, dos alimentos, causadas pelas adversidades climáticas, e mesmo o aumento do custo da energia não devem se prolongar por muito tempo.
Tombini defendeu ainda maior investimento na qualificação da mão de obra e em infraestrutura para que o país continue avançando. Segundo ele, o Brasil tem dependido cada vez menos do capital estrangeiro e o ambiente externo induz bons resultados futuros. Ele citou como favoráveis a recuperação da economia norte-americana. “Há um quadro liquidamente positivo no mercado internacional”, destacou.
Fonte: Agência Brasil
Deputados retiram “promoção da igualdade” de PNE
Publicado por Unknown on domingo, 27 de abril de 2014
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Por Pedro Rafael Vilela, no Brasil de Fato
O projeto de lei (PL 8035/10) que define as metas para a educação brasileira até 2020 deve ser aprovado em maio. Nesta semana, duas reuniões tumultuadas na Câmara dos Deputados discutiram os pontos polêmicos do Plano Nacional de Educação (PNE). Um deles se refere à “superação das desigualdades educacionais, com ênfase na promoção da igualdade racial, regional, de gênero e de orientação sexual”.
Esse trecho foi excluído da versão do projeto após pressão da bancada parlamentar religiosa na Comissão Especial que analisa o assunto.
Para a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), o resultado geral do PNE foi vitorioso, mas a eliminação desse trecho é um retrocesso. “Não houve o reconhecimento de que existem sim preconceitos potentes como racismo e homofobia nas escolas”, avalia Bárbara Melo, presidenta da entidade estudantil.
Orçamento
Outro ponto polêmico foi a destinação dos 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para o orçamento da educação, que consta como meta do plano. Um grupo de deputados queria retirar dessa conta o financiamento de programas como o ProUni, que dá bolsas a estudantes de baixa renda em universidades privadas, e o Fies, que concede empréstimo para custeio de faculdade. No entanto, a comissão manteve esses programas na soma de recursos a serem destinados à educação.
“O que foi aprovado não chega a 7,5% do PIB para a educação pública porque uma grande parte é para o setor privado. É transferência de recurso público para o setor privado”, afirmou o deputado Ivan Valente (PSOL-SP). Já o deputado Alex Canziani (PTB-PR) defendeu o outro lado. “Quando falamos em educação, a gente não precisa dizer se é pública ou privada, é educação. Por isso que nós concluímos que os 10% para a educação pública também podem ser utilizados para programas importantes como Fies, o Pronatec e o ProUni”, argumentou.
Analfabetismo
A erradicação do analfabetismo é uma das principais metas incluídas no PNE. O Brasil possui 13 milhões de pessoas com mais de 15 anos que não sabem ler e escrever, algo em torno de 8,7% do total da população acima dessa faixa etária.
Outra meta fundamental do projeto prevê a universalização da educação infantil (crianças de 4 e 5 anos), ensino fundamental (6 a 14 anos) e médio (15 a 17 anos). Todas as metas devem ser alcançadas até 2020. Para ser aprovado, o PNE ainda passará por mais uma audiência da Comissão Especial no próximo dia 6 de maio. Em seguida, poderá ir a plenário.
STF vota pelo fim de doação de empresas privadas a campanhas
Publicado por Unknown on quinta-feira, 3 de abril de 2014
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A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votou nesta quarta-feira (2) a favor da proibição de doações de empresas privadas para campanhas políticas. Por 6 votos a 1, os ministros entenderam que as doações provocam desequilíbrio no processo eleitoral. Apesar da maioria formada, o julgamento foi suspenso por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. Não há prazo para o julgamento ser retomado.
O Supremo julgou a ação direta de inconstitucionalidade da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) contra doações de empresas privadas a candidatos e a partidos políticos. A OAB contesta os artigos da Lei dos Partidos Políticos e da Lei das Eleições que autorizam as doações para campanhas políticas.
De acordo com a regra atual, as empresas podem doar até 2% do faturamento bruto obtido no ano anterior ao da eleição. Para pessoas físicas, a doação é limitada a 10% do rendimento bruto do ano anterior.
Mesmo com o pedido de vista, dois ministros pediram para adiantar seus votos. Marco Aurélio, que também é presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), manifestou-se a favor da proibição das doações de empresas privadas. Segundo o ministro, o processo eleitoral deve ser justo e igualitário. “Não vivemos uma democracia autêntica, mas um sistema politico, no qual o poder exercido pelo grupo mais rico implica a exclusão dos menos favorecidos”, afirmou.
Marco Aurélio citou dados do TSE que demonstram os gastos das campanhas eleitorais em eleições passadas. De acordo com o ministro, em 2010, o custo de uma campanha para deputado federal chegou a R$ 1,1 milhão. Para senadores, o gasto médio ficou em torno de R$ 4,5 milhões. Na disputa para a Presidência da República, os candidatos gastaram mais de R$ 300 milhões.
De acordo com o tribunal, os maiores financiadores das campanhas são empresas que têm contratos com o Poder Público, como empreiteiras. “O dados revelam o papel decisivo do poder econômico para o resultado das eleições”, disse Marco Aurélio.
Na sessão desta quarta-feira (2), o ministro Ricardo Lewandowski também seguiu entendimento da maioria e votou pelo fim das doações. Para ele, os repasses vultosos para campanhas políticas ferem o equilíbrio das eleições.
A maioria dos ministros seguiu o voto proferido pelo relator da ação, ministro Luiz Fux, em dezembro do ano passado. Também acompanharam o entendimento de Fux os ministros Luís Roberto Barroso, Dias Toffoli e Joaquim Barbosa. De acordo com o voto de Fux, as únicas fontes legais de recursos dos partidos devem ser doações de pessoas físicas e repasses do Fundo Partidário.
Fux também definiu que o Congresso Nacional terá 24 meses para aprovar uma lei que crie normas uniformes para as doações de pessoas físicas e para recursos próprios dos candidatos. Se, em 18 meses, a nova lei não for aprovada, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) poderá criar uma norma temporária.
Até o momento, apenas Teori Zavascki votou contra a proibição de doações de empresas privadas para campanhas políticas.
Fonte: Agência Brasil
Câmara dos Deputados aprova Marco Civil da Internet
Publicado por Unknown on quarta-feira, 26 de março de 2014
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Após cinco meses de polêmica e intensos debates, a Câmara aprovou na noite da terça-feira (25) o projeto do Marco Civil da Internet (PL 2.126/11). Os deputados aprovaram o texto em votação simbólica. Desde 28 de outubro de 2013, o projeto passou a trancar a pauta da Câmara.
O projeto define os direitos e deveres de usuários e provedores de serviços de conexão e aplicativos na internet. A aprovação abre caminho para que os internautas brasileiros possam ter garantido o direito à privacidade e à não discriminação do tráfego de conteúdos. O texto agora segue para o
Senado e, caso seja aprovado lá também, irá para sanção presidencial.
“Hoje em dia precisamos de lei para proteger a essência da internet que está ameaçada por praticas de mercado e, até mesmo, de governo. Assim, precisamos garantir regras para que a liberdade na rede seja garantida", disse o relator do projeto deputado Alessandro Molon (PT-RJ).
Entre os principais pontos da proposta estão: a garantia do direito à privacidade dos usuários, especialmente à inviolabilidade e ao sigilo de suas comunicações pela internet. Atualmente, as informações são usadas livremente por empresas que vendem esses dados para o setores de marketing ou vendas.
Os provedores não poderão fornecer a terceiros as informações dos usuários, a não ser que haja consentimento do internauta; os registros constantes de sites de buscas, os e-mails, entre outros dados, só poderão ser armazenados por seis meses. O projeto também define os casos em que a Justiça pode requisitar registros de acesso à rede e a comunicações de usuários.
De acordo com o texto, as empresas não vão poder limitar o acesso a certos conteúdos ou cobrar preços diferenciados para cada tipo de serviço prestado.
Antes da votação, o governo recuou e aceitou alterar alguns pontos considerados polêmicos por parlamentares da oposição e da base aliada. O principal deles é o princípio da neutralidade de rede que assegura a não discriminação do tráfego de conteúdos. Após negociação os deputados acordaram que a regulamentação deste trecho da lei caberá a um decreto da Presidência da República, depois de consulta à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e ao Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI)
Também caiu a obrigatoriedade das empresas provedoras de conexão e aplicações de internet
manterem em território nacional estrutura de armazenamento de dados, os chamados data centers.
A obrigatoriedade havia sido incluída após as denúncias de espionagem do governo brasileiro, por parte dos Estados Unidos, revelados pelo ex-consultor que prestava serviços à Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês) norte-americana, Edward Snowden. Como forma de punição para a violação das comunicações, ficou assegurado no texto que deverá ser “obrigatoriamente respeitada a legislação brasileira”.
Outro ponto do projeto é o que isenta os provedores de conexão à internet de serem responsabilizados civilmente por danos decorrentes de conteúdos gerados por terceiros. Isso só ocorrerá se, após ordem judicial específica, o provedor não tomar as providências para retirar o conteúdo da rede.
Nesses casos, o projeto determina que a retirada de material com cenas de sexo ou nudez deve ocorrer a partir de apresentação pela pessoa vítima da violação de intimidade e não pelo ofendido, o que poderia dar interpretação de que qualquer pessoa ofendida poderia pedir a retirada do material. Agora, a retirada deverá ser feita a partir de ordem judicial.
Além disso, o relator também incluiu um artigo para prever que os pais possam escolher e usar programas de controle na internet para evitar o acesso de crianças e adolescentes a conteúdo inadequado para a idade. “O usuário terá a opção de livre escolha da utilização de controle parental em seu terminal e caberá ao Poder Público em conjunto com os provedores de conexão a definição de aplicativos para realizar este controle e a definição de boas práticas de inclusão digital de crianças e adolescentes”, discursou Molon.
Após diversas negociações, o governo conseguiu com que os partidos contrários ao marco civil mudassem de ideia. O PPS foi o único partido que votou contra o projeto. O PMDB, que era contra a proposta, mudou de opinião e defendeu a aprovação.
A aprovação do Marco Civil da Internet foi vista como uma vitória pelo líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP). "Eu acho que é uma vitória porque nós vivemos momentos variados, o mínimo que eu posso dizer sobre esta matéria é que houve tensões. A paciência e determinação em buscar através de um diálogo, independentemente de quem quer que seja, isso é uma grande vitória", disse Chinaglia.
Com Agência Brasil
Mulheres já ocupam metade dos empregos formais
Publicado por Unknown on quarta-feira, 5 de março de 2014
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A presidenta Dilma Rousseff homenageou nesta segunda-feira (3) as mulheres pelo Dia Internacional da Mulher, celebrado no próximo dia 8 de março, e ressaltou o avanço feminino no mercado de trabalho. No programa semanal “Café com a Presidenta”, Dilma disse que metade das vagas de emprego criadas nos últimos três anos foram ocupadas por mulheres.
Mulheres trabalhadoras
“Foram 2,4 milhões de mulheres que tiveram suas carteiras assinadas. E isso é fantástico, mostra a força das mulheres brasileiras, que não deixam escapar uma oportunidade de trabalhar e melhorar de vida”, disse a presidenta.
Dilma lembra ainda que as mulheres também foram beneficiadas no acesso à terra, com 72% das propriedades da reforma agrária registradas no nome da mulher. “Se a gente considerar as mulheres chefes de família, a participação delas na posse das terras passou de 13% em 2003 para 23% em 2013. São mais mulheres ajudando a produzir alimentos, tomando decisões e conquistando cada vez mais autonomia.”
A presidenta ressaltou que o governo federal trabalha pelo protagonismo da mulher, que tem um papel central no cuidado com a família e com a casa. Por isso, 93% dos cartões do Programa Bolsa Família estão no nome das mulheres. No Programa Minha Casa, Minha Vida, a mulher tem prioridade no registro do imóvel. Do total de 1,5 milhão de casas entregues até janeiro deste ano, 52% estão no nome delas.
Dilma explica que as mulheres também são maioria no acesso às bolsas do Programa Universidade para Todos (ProUni), que garante acesso às faculdades privadas e ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e nos cursos de qualificação profissional que o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) oferece. Seis em cada dez alunos do Pronatec são mulheres. “Muitas dessas mulheres estão no nosso Cadastro Único e elas recebem o Bolsa Família. Por isso, juntamos o Pronatec com o Brasil sem Miséria e aí oferecemos uma porta de entrada no mercado de trabalho”, disse Dilma, explicando que de 970 mil matrículas do Pronatec Brasil sem Miséria, mais de 650 mil foram feitas por mulheres.
A presidenta ressaltou ainda que todas essas ações, que dão mais oportunidades às mulheres são fundamentais para romper com o ciclo de violência que muitas delas vivem. “Mas para combater a violência não bastam estas ações. Nós temos um programa, o Mulher, Viver sem Violência, que integra vários serviços de apoio às vítimas. Uma ação importante do programa é a construção da Casa da Mulher Brasileira, que vai funcionar como um lugar de denúncia, de acolhimento e de proteção às vítimas da violência”, explicou a presidenta.
Segundo ela, será construída uma Casa da Mulher Brasileira em cada capital e cada uma terá a Delegacia da Mulher, o Ministério Público, a Justiça Especializada, a Defensoria, a assistência social, o Sistema Nacional de Empregos (Sine) e o Sistema S. A presidenta contou que haverá também o serviço itinerante, com 54 ônibus levando o atendimento jurídico e psicológico às áreas rurais do país.
Fonte: Agência Brasil
Justiça aplica multa de R$ 373,5 mil a João Paulo Cunha
Publicado por @eimercex on quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
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A Vara de Execuções Penais (VEP) do Distrito Federal determinou que o ex-deputado João Paulo Cunha pague multa de R$ 373,5 mil pela condenação no julgamento da Ação Penal 470. João Paulo tem 10 dias para fazer o pagamento. Se o valor não for pago, o débito será inscrito na Dívida Ativa da União e os bens particulares do ex-deputado podem ser confiscados pelo governo como garantia de pagamento.
Durante o julgamento do processo, a multa de João Paulo Cunha foi fixada em R$ 250 mil. No entanto, de acordo com Código Penal, o valor final da multa deve ser corrigido monetariamente após o fim do processo. Os crimes praticados pelo ex-deputado ocorreram em 2003.
O PT já anunciou que vai pedir que os apoiadores do partido façam doações para ajudar o ex-deputado a pagar a multa. O ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e o ex-deputado José Genoino conseguiram pagar suas multas por meio de uma campanha de doações virtuais em um site próprio, criado na internet. Genoino pagou R$ 667,5 mil e Delúbio, R$ 466.8 mil.
Fonte: Agência Brasil
O PT já anunciou que vai pedir que os apoiadores do partido façam doações para ajudar o ex-deputado a pagar a multa. O ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e o ex-deputado José Genoino conseguiram pagar suas multas por meio de uma campanha de doações virtuais em um site próprio, criado na internet. Genoino pagou R$ 667,5 mil e Delúbio, R$ 466.8 mil.
Fonte: Agência Brasil
Gustavo Petta (PCdoB-SP) assume a vaga de deputado federal após renúncia de João Paulo Cunha (PT-SP)
Publicado por Unknown on terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
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O atual vereador de Campinas (SP), Gustavo Petta (PCdoB-foto), é quem assume a vaga deixada pelo ex-deputado João Paulo Cunha (PT-SP), que renunciou ao mandato na última sexta-feira (7). Em seu twitter, o ex-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), avisa aos amigos, que o parabenizam, que ainda aguarda o comunicado oficial da Câmara dos Deputados para poder assumir em Brasília.
O comunista, que é suplente da coligação PT-PCdoB-PR, se candidatou ao cargo em 2008, quando obteve 60.176 votos.
Após ser o único presidente da UNE a atuar durante dois mandatos em defesa dos direitos dos estudantes brasileiros, o então membro da direção nacional da União da juventude Socialista (UJS), Gustavo Petta, iniciou sua carreira política pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB).
Como secretário municipal do Esporte e depois vereador em Campinas, sua cidade natal, Petta dedicou-se a defesa do esporte como um direito do cidadão e que todos devem ter acesso. "Infelizmente a juventude é a que mais sofre pela falta de projetos de incentivo à prática de esporte e o nosso trabalho na secretaria da cidade vai ser voltado à ampliação desse acesso por meio de programas nas escolas que visam a garantir que todos tenham acesso ao esporte, imprescindível para a formação dos jovens", disse na ocasião.
Começo de tudo
Em 1997, Gustavo Petta já demonstrava seu interesse pela política quando foi eleito diretor do grêmio do colégio onde estudava. Esse foi só o primeiro passo. Depois vieram a presidência da UCES (União Campineira de Estudantes Secundaristas), a coordenação do Diretório Central dos Estudantes da PUC-Campinas e da União Estadual dos Estudantes.
Mas foi em 2003 que todo o Brasil conheceu o potencial desse jovem, ao assumir a presidência da UNE. O trabalho durante a gestão de dois anos foi reconhecido, e Petta foi o único presidente reeleito na história da entidade, onde permaneceu até 2007. A trajetória política também conta com a participação na criação do Programa Universidade para todos (ProUni) do Governo Federal.
Carta de renúncia
A carta de renúncia ao mandato de João Paulo Cunha foi lida no início da tarde desta segunda-feira (10) pelo presidente da sessão, deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE). O documento será publicado no Diário da Câmara dos Deputados e encerra qualquer possibilidade de processo de cassação do mandato do parlamentar, que foi preso na semana passada em decorrência da sua condenação na Ação penal 470.
Com a renúncia, a deputada Iara Bernardi (PT-SP), que atualmente está na Câmara como suplente, passa a ser a titular da vaga. Para o lugar da deputada será chamado Gustavo Petta. A saída de Petta da Câmara de Vereadores de Campinas irá conduzir Ronaldo de Souza, que concorreu ao cargo de vereador como professor Ronaldo (PCdoB), para a cadeira.
Da Redação em Brasília com agências
Vanessa Grazziotin é a nova líder do PCdoB no Senado
Publicado por Unknown on quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
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Durante a sessão deliberativa desta terça-feira (4), o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) comunicou que a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) é a nova líder do PCdoB no Senado.
Inácio Arruda, que foi o líder do partido em 2013, afirmou que Vanessa — atual titular da Procuradoria Especial da Mulher do Senado — tem uma trajetória de vida pública muito significativa, especialmente para o PCdoB, onde tem feito um trabalho de valorização da ação política das mulheres.
“Ela foi vereadora, de lá saiu para a Câmara Federal, exerceu três
mandatos, assim como eu também exerci três mandatos como Deputado
Federal. Em seguida, ela é eleita Senadora pelo Estado do Amazonas, numa
ampla aliança, na eleição de 2010, juntamente com o senador e
ex-governador Eduardo Braga, que também foi Prefeito da cidade de
Manaus”, lembrou Inácio Arruda.
O senador observou que a bancada do PCdoB na Câmara já é
proporcionalmente a que tem o maior número de mulheres e ressaltou a
importância de uma mulher exercer a liderança do Partido, que pretende
aumentar a sua representação de mulheres na Câmara e no Senado.
O líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), cumprimentou a
nova líder do PCdoB e elogiou o desempenho dos senadores da legenda
dentro da base governista.
Da Redação em Brasília com Agência Senado para o Portal Vermelho
Jandira Feghali assume liderança do PCdoB na Câmara
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A deputada Jandira Feghali (RJ) foi escolhida a líder do PCdoB na Câmara em reunião da bancada nesta quarta-feira (5). “Entendo que essa confiança que a bancada e o partido está dando a mim eu recebo como uma missão de compromisso com nosso Partido, a beleza , a coesão e a capacidade política dessa bancada”, declarou a nova líder, que está em seu quinto mandato como deputada federal e preside a Comissão de Cultura da Câmara.
“É a terceira mulher seguida escolhida líder na Câmara e a líder no Senado também é mulher. O PCdoB está representado por um time feminino que se impõe pelos argumentos e o trabalho e não por questões secundárias”, avalia Jandira, para quem 2014, por ser um ano eleitoral, “é muito difícil politicamente”.
“Devemos atuar com firmeza no embate de ideias e ao mesmo tempo na
divulgação do que a gente realiza e faz pelo povo brasileiro”, adiantou
sobre sua atuação à frente do Partido. Para isso, ela disse que vai
contar com a sustentação coletiva da bancada.
A deputada Manuela D´Ávila (RS), que passou o cargo para Jandira, fez um
rápido balanço do ano de 2013, destacando que “o ano foi de busca pela
construção da unidade partidária e esforço para barrar retrocessos”,
citando a reforma política, cujas propostas debatidas na Câmara não
atendem aos objetivos de uma reforma estruturante, ampla e que amplie os
espaços democráticos como defende o PCdoB.
“Liderar a bancada é lutar para que
o Partido tenha o seu protagonismo, não permita retrocesso e construa
avanços”, resumiu Manuela, citando os esforços específicos da bancada no
ano de 2013 no Parlamento com Jandira presidindo a Comissão de Cultura;
a deputada Jô Moraes (MG) coordenando a bancada feminina; a aprovação
do Estatuto da Juventude, que teve na figura da líder a principal
defensora da matéria, e destacando também o esforço para que o governo
da presidenta Dilma tivesse mais êxito, como na aprovação do programa
Mais Médicos.
A bancada do PCdoB na Câmara foi liderada em 2012 pela deputada Luciana
Santos (PE), vice-presidente do Partido; e em 2013 pela deputada Manuela
d´Ávila. No Senado, a liderança do PCdoB este ano será exercida pela
senadora Vanessa Grazziotin (AM), que substitui Inácio Arruda (CE).
Outros líderes
No início do ano legislativo, as bancadas partidárias escolhem nova
liderança. A vaga de líder de bancada permite ao parlamentar utilizar a
palavra no plenário da Câmara para debater projetos do governo e do
Congresso Nacional. O líder também tem a prerrogativa de fazer uso da
palavra em qualquer comissão temática da Casa.
O deputado Vicentinho (PT-SP) assumiu a liderança do Partido dos
Trabalhadores na Câmara este ano, no lugar do deputado José Guimarães
(CE). O parlamentar já atuava como vice-líder do partido.
O deputado Givaldo Carimbão (AL) continuará liderando o Pros neste ano. A
criação do partido foi aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
em setembro do ano passado e Carimbão é líder da legenda desde então.
O deputado Domingos Sávio (PSDB-MG) assumiu a liderança da Minoria,
substituindo o deputado Nilson Leitão (PSDB-MT). A liderança da Minoria é
ocupada pelo maior partido ou bloco parlamentar em oposição ao
pensamento da Maioria sobre o governo federal (Poder Executivo).
O deputado Antonio Imbassahy (BA) assume a liderança do PSDB na Câmara
dos Deputados em 2014, no lugar do deputado Carlos Sampaio (SP).
O carioca Eduardo Cunha foi reconduzido à liderança do PMDB na Câmara.
Cunha lidera o segundo maior partido da Câmara, com 76 deputados.
Em seu segundo mandato na Câmara dos Deputados, Mendonça Filho (PE) é o novo líder do Democratas.
De Brasília Márcia Xavier - Portal Vermelho
A bancada do PCdoB na Câmara foi liderada em 2012 pela deputada Luciana Santos (PE), vice-presidente do Partido; e em 2013 pela deputada Manuela d´Ávila. No Senado, a liderança do PCdoB este ano será exercida pela senadora Vanessa Grazziotin (AM), que substitui Inácio Arruda (CE).
Lei que pune empresa por corrupção entra em vigor em fevereiro
Publicado por Unknown on terça-feira, 21 de janeiro de 2014
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Direto de Brasília
A partir de 1º de fevereiro, não apenas servidores públicos poderão ser punidos por corrupção. Entra em vigor a chamada Lei Anticorrupção, que permite a aplicação de multas de até 20% sobre o faturamento anual bruto de uma empresa envolvida em corrupção. A responsabilização objetiva de empresas envolvidas em infrações representa uma das principais novidades da norma.
Antes, as companhias poderiam alegar
que a infração foi motivada por um ato isolado de um funcionário e um
servidor público, como lembra o relator da matéria em comissão especial
da Câmara dos Deputados, Carlos Zarattini (PT-SP).
"A empresa não pode chegar agora e dizer: isso foi um gerente meu, um diretor meu que tomou essa iniciativa sem o nosso conhecimento, como sempre se fazia anteriormente. Agora, não. A empresa passa a ser responsável."
A Lei Anticorrupção foi proposta pelo Executivo e aprovada em abril pelo Congresso Nacional como parte de compromissos internacionais assumidos pelo País no combate à corrupção e ao suborno transnacional, caracterizado pela corrupção de funcionários públicos e empresas estrangeiras.
Boas práticas administrativas
Zarattini explica que, além de mais rigor nas punições, a lei estimula as empresas a adotarem boas práticas administrativas e a denunciarem eventuais infrações em suas práticas. "Pela lei, (a empresa) passa também a ter oportunidade de se antecipar, denunciar o fato e, com isso, diminuir suas penas. Ou seja, isso vai provocar muitos novos fatos aparecendo e garantindo, com isso, um combate mais efetivo à corrupção."
Ao colaborar com as investigações, a empresa pode ter reduzida em até dois terços a multa aplicada pela sanção. Pela lei, a pessoa jurídica envolvida em atos de corrupção pode pagar multas de 0,1% a 20% do faturamento bruto anual. Além disso, pode enfrentar processo na Justiça que resulte na dissolução da empresa.
Da Redação em Brasília com Agência Câmara
"A empresa não pode chegar agora e dizer: isso foi um gerente meu, um diretor meu que tomou essa iniciativa sem o nosso conhecimento, como sempre se fazia anteriormente. Agora, não. A empresa passa a ser responsável."
A Lei Anticorrupção foi proposta pelo Executivo e aprovada em abril pelo Congresso Nacional como parte de compromissos internacionais assumidos pelo País no combate à corrupção e ao suborno transnacional, caracterizado pela corrupção de funcionários públicos e empresas estrangeiras.
Boas práticas administrativas
Zarattini explica que, além de mais rigor nas punições, a lei estimula as empresas a adotarem boas práticas administrativas e a denunciarem eventuais infrações em suas práticas. "Pela lei, (a empresa) passa também a ter oportunidade de se antecipar, denunciar o fato e, com isso, diminuir suas penas. Ou seja, isso vai provocar muitos novos fatos aparecendo e garantindo, com isso, um combate mais efetivo à corrupção."
Ao colaborar com as investigações, a empresa pode ter reduzida em até dois terços a multa aplicada pela sanção. Pela lei, a pessoa jurídica envolvida em atos de corrupção pode pagar multas de 0,1% a 20% do faturamento bruto anual. Além disso, pode enfrentar processo na Justiça que resulte na dissolução da empresa.
Da Redação em Brasília com Agência Câmara
Marta Suplicy é condenada por improbidade administrativa
Publicado por Unknown on sábado, 18 de janeiro de 2014
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Direto de Brasília
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| Foto: Marcos de Paula/Estadão |
A ministra da Cultura e ex-prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, foi condenada por improbidade administrativa pela Justiça de São Paulo e perdeu seus direitos políticos por três anos. A ação foi movida por improbidade administrativa com a justificativa de que houve irregularidades em contratação sem licitação de uma ONG em 2002. A decisão foi tomada em primeira instância e cabe recurso. A defesa de Marta informou que irá recorrer, já que contrato semelhante foi considerado legítimo pela Justiça.
De acordo com a decisão tomada pelo juiz Alexandre Jorge Carneiro da Cunha Filho, da 1ª Vara da Fazenda Pública, Marta também terá que pagar uma multa no valor de cinco vezes o valor do salário que recebia quando era prefeita de São Paulo (2001-2005), valor que deve ser atualizado até a data de pagamento. A ministra também foi “proibida de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócia majoritária.
A decisão foi tomada no último dia 9 de janeiro e publicada no Diário da Justiça do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo do dia 10 de janeiro.
O juiz Alexandre Jorge Carneiro da Cunha Filho, da 1ª Vara da Fazenda Pública, acatou denúncia do Ministério Público que apontava irregularidades na contratação sem licitação, em 2002, da organização não-governamental GTPOS (Grupo de Trabalho e Pesquisa em Orientação Sexual) para desenvolver ações sobre planejamento familiar, métodos contraceptivos e sexualidade para os moradores das subprefeituras de Cidade Ademar e Cidade Tiradentes.
Também foi condenada Maria Aparecida Perez, que era secretaria de Educação de Marta Suplicy na prefeitura de São Paulo. Maria Aparecida recebeu as mesmas penas que a ministra da Cultura.
O GTPOS foi condenado a pagar multa civil de 10% do contrato original firmado com a prefeitura de São Paulo (R$ 373.119,19, em 2002), valor que deve ser atualizado e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais por três anos.
Para Cunha Filho, Marta foi responsável pela dispensa de licitação. Pesou contra a ex-prefeita o fato de ela ser sócia-fundadora da GTPOS e de ter sido presidente honorária da entidade até 2 anos após o referido contrato.
De acordo com a defesa da GTPOS, que vai recorrer da decisão, a licitação era dispensável em razão da natureza do serviço prestado e pelo fato de a ONG ser entidade sem fins lucrativos, condições previstas na legislação.
Da Redação do Portal Vermelho, com agências
Assassinato de jovem pela PM é crime contra a democracia
Publicado por Unknown on quarta-feira, 30 de outubro de 2013
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Direto de Brasília
Ao condenar, em sua conta no Twitter, o assassinato do adolescente Douglas Rodrigues, de 17 anos, por um PM, em São Paulo, a presidenta Dilma Rousseff deu a correta dimensão nacional a uma tragédia que envergonha o país: o genocídio de jovens negros.
O assassinato do estudante é um daqueles casos que se pode classificar entre os designados por adjetivos como “motivo torpe” ou “banal”.
A PM fora chamada para atender a um caso trivial: um conjunto de jovens divertia-se na via pública em torno de um automóvel com música em alto volume. Eram duas horas da tarde, mas mesmo assim alguém chamou a polícia, queixando-se de perturbação do sossego público.
A sequência dos acontecimentos mostrou não um eventual despreparo da PM, mas o caráter fascista de uma corporação armada voltada para a ação violenta contra a população.
É inaceitável a versão de que um agente da PM tenha dado um tiro acidental no garoto. A ação revela antes um treinamento voltado contra a população. O soldado saiu da viatura de arma na mão, engatilhada, para atender a um acontecimento banal! Isto é, saiu da viatura, pronto para matar!
Os protestos contra a ação da PM vararam a madrugada na Vila Medeiros, zona norte de São Paulo (SP). E a PM deu novas demonstrações do caráter fascista de sua orientação, provocando choques que resultaram em quebra-quebra generalizado. Seis ônibus e dois veículos foram destruídos, uma viatura da PM foi atacada, duas agências bancárias foram depredadas. Dos 300 manifestantes, 90 foram presos! Um terço deles! Os protestos continuaram no dia seguinte, com o incêndio de nove veículos e algumas lojas saqueadas, informou a imprensa.
Nesta terça-feira (29), novo assassinato de um garoto, na mesma região da capital paulista, voltou a ser motivo de ações populares. No Parque Novo Mundo uma avenida foi bloqueada e veículos apedrejados por manifestantes indignados pelo assassinato de outro adolescente, de 16 anos. Segundo a PM, o pretexto teria sido um assalto, versão negada pelos moradores da região, que conheciam o rapaz que foi morto.
Estas tragédias confirmam, ao vivo e em cores, as conclusões do estudo Segurança Pública e Racismo Institucional, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) no dia 17 de outubro. Ele revela, mais uma vez, que a chance de um adolescente negro ser assassinado é 3,7 vezes maior do que a de um branco; a taxa de homicídios de negros é de 36,5 por 100 mil habitantes, enquanto entre os brancos são de 15,5 por 100 mil habitantes.
A reação da presidenta Dilma Rousseff reflete a indignação democrática contra esta realidade infame. Seu comentário foi certeiro. Além de manifestar solidariedade à família e aos amigos do jovem assassinado, escreveu: “Assim como Douglas, milhares de outros jovens negros da periferia são vitimas cotidianas da violência. A violência contra a periferia é a manifestação mais forte da desigualdade no Brasil”.
Dilma Rousseff tem razão. É o retrato da desigualdade e também de uma polícia que existe para atuar contra a população da periferia, formada, sobretudo por uma maioria de pobres, negros e mestiços. A democracia não aceita a desigualdade e rejeita uma polícia cujo alvo é o povo pobre.
(Do Portal Vermelho)
Marco Civil tranca pauta do Congresso e deve gerar queda de braço
Publicado por Unknown on terça-feira, 29 de outubro de 2013
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Destaques,
Direto de Brasília
Nesta terça-feira (29), o Congresso Nacional poderá manter a pauta trancada, podendo votar apenas o projeto do Marco Civil da Internet que está em urgência constitucional. Após dois anos tramitando na Câmara dos Deputados, há cerca de 45 dias a presidência da República apontou regime de urgência, cujo prazo terminou ontem (28).
Por conta disso, o Projeto de Lei do Marco Civil da Internet deverá ser votado nos próximos dias - na terça-feira (29) ou quarta (30) - após uma intensa queda de braço entre os que defendem o texto original e os que querem alterar o PL.
O governo e o relator do PL, Alessandro Molon (PT-RJ), estão otimistas e preveem que o texto passará sem modificações nos artigos mais polêmicos, como o de neutralidade de rede. No entanto, a oposição já se organiza para forçar a aprovação de emendas que possam deformar todo o projeto, destruindo princípios básicos como a neutralidade da rede, a liberdade de expressão e a privacidade do usuário.
"O projeto ganhou força com o apoio da presidente Dilma (Rousseff), que assumiu uma liderança internacional sobre o assunto", diz o relator Molon, referindo-se aos discursos da chefe do Executivo promovendo a criação de um "Marco Civil internacional" e em defesa do princípio de neutralidade. "Isso me deixa otimista, mas sei que será uma luta muito dura no plenário, embora tenha certeza de que dessa vez vai sair."
o PL 2126/2011 que institui o Marco Civil foi feito de forma colaborativa, por meio de audiências públicas, entre 2009 e 2010. O Ministério da Justiça, que compilou as informações nas audiências, contou mais de 2 mil contribuições ao anteprojeto. Em 2012, instalou-se uma Comissão Especial para afinar o texto e, a partir de novembro daquele ano, se deu partida à série de tentativas frustadas de votação do PL.
Após as revelações de espionagem americana sobre o Brasil, o Executivo colocou a proposta sob regime de urgência na Câmara - se não fosse votado dentro do prazo (nesta segunda-feira, 28), os parlamentares não poderiam deliberar sobre outros assuntos até concluir a votação. O Marco Civil ainda terá de passar pelo Senado, que terá 45 dias para votá-lo. Molon se diz confiante também em relação à "outra Casa", onde afirma ter ouvido "coisas positivas" de membros da oposição.
Com relação à neutralidade da rede, que garante que todos os dados trafegados na internet tenham o mesmo tratamento, incluindo a mesma velocidade, sua aprovação é dada como certa pelo governo e pelos movimentos sociais que apoiam o texto original do Marco Civil. O consenso teria sido obtido após acertos do governo com a oposição.
No entanto, há ainda pelo menos outros três assuntos sobre os quais não se tem tanta certeza se serão aprovados integralmente. São eles: a responsabilização de provedores de aplicações por conteúdo ilegal (prevista no artigo 15º), a guarda de registros de conexão e de serviço (artigos 11º, 12º e 13º) e a exigência de que cópias de todos esses registros sejam armazenados em centrais de dados (datacenters) no Brasil. Este último é uma proposta do Executivo feita após as revelações de Eduard Snowden, ex-agente da SNA, sobre a existência de uma rede internacional de espionagem. Mas, é mais provável que o assunto ficará de fora do Marco Civil e, sim, em um projeto que já está sendo construído sobre guarda de logs (dados pessoais).
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, defende a ideia. "As revelações sobre espionagem mostram que o armazenamento de dados nos EUA é um dos pilares dessa bisbilhotagem. É muito possível que isso continue, mas teremos os dados protegidos aqui e estará consagrado em nossa lei que é crime a quebra do sigilo" afirmou.
Para o coordenador do Núcleo de Direito, Internet e Sociedade da Faculdade de Direito da USP, Dennys Antonialli, a medida pode "impedir o acesso dos brasileiros a produtos e serviços online", já que nem todas as empresas terão condições de arcar com os custos de datacenters no País. "Ironicamente, as que teriam são aquelas sobre as quais recaem as denúncias de cooperação no episódio da espionagem", diz. Antonialli considera ainda que a presença de dados aqui diminuiria a resistência das empresas de oferecer informações armazenadas em servidores no exterior, mas pondera que isso "pode ser endereçado de outras formas", aplicando-se multas, por exemplo.
A oposição ao texto atual do Marco Civil, que defendem a posição das operadoras de telefonia e da Rede Globo, considera mudar a redação dos demais artigos citados, que quer aprovar a obrigatoriedade da guarda de registros também a provedores de serviços, como Google e Twitter, e tornando-os responsáveis caso não retirem conteúdo ilegal veiculado em suas plataformas (como um vídeo), mesmo sem ordem judicial. O texto original do PL desresponsabiliza os provedores de serviço sobre os conteúdos, exigindo uma ordem judicial para a retirada.
“O que significa a retirada de conteúdos da rede sem ordem judicial? Significa que quando tratar de uma denúncia feita a um provedor para tirar uma foto de um blog, por exemplo, ele deverá tirar do ar sem a necessidade de ordem judicial. Além de controverso, vai virar uma indústria da censura instantânea. Se um provedor está no mercado para ganhar dinheiro vendendo acesso, você acha que ele vai ficar analisando se a denúncia procede ou não? Sob a ameaça de ser processado, ele vai retirar o conteúdo imediatamente e isso vai gerar uma disputa, uma verdadeira luta política no Brasil na internet”, alerta Sérgio Amadeu, professor da Universidade Federal do ABC e membro representante da sociedade civil no Comitê Gestor da Internet no Brasil.
Saiba mais sobre o andamento do PL no site Marco Civil ou pela página no Facebook Marco Civil Já
(Da redação do Vermelho com informações do jornal O Estado de S. Paulo)
Por conta disso, o Projeto de Lei do Marco Civil da Internet deverá ser votado nos próximos dias - na terça-feira (29) ou quarta (30) - após uma intensa queda de braço entre os que defendem o texto original e os que querem alterar o PL.
O governo e o relator do PL, Alessandro Molon (PT-RJ), estão otimistas e preveem que o texto passará sem modificações nos artigos mais polêmicos, como o de neutralidade de rede. No entanto, a oposição já se organiza para forçar a aprovação de emendas que possam deformar todo o projeto, destruindo princípios básicos como a neutralidade da rede, a liberdade de expressão e a privacidade do usuário.
"O projeto ganhou força com o apoio da presidente Dilma (Rousseff), que assumiu uma liderança internacional sobre o assunto", diz o relator Molon, referindo-se aos discursos da chefe do Executivo promovendo a criação de um "Marco Civil internacional" e em defesa do princípio de neutralidade. "Isso me deixa otimista, mas sei que será uma luta muito dura no plenário, embora tenha certeza de que dessa vez vai sair."
o PL 2126/2011 que institui o Marco Civil foi feito de forma colaborativa, por meio de audiências públicas, entre 2009 e 2010. O Ministério da Justiça, que compilou as informações nas audiências, contou mais de 2 mil contribuições ao anteprojeto. Em 2012, instalou-se uma Comissão Especial para afinar o texto e, a partir de novembro daquele ano, se deu partida à série de tentativas frustadas de votação do PL.
Após as revelações de espionagem americana sobre o Brasil, o Executivo colocou a proposta sob regime de urgência na Câmara - se não fosse votado dentro do prazo (nesta segunda-feira, 28), os parlamentares não poderiam deliberar sobre outros assuntos até concluir a votação. O Marco Civil ainda terá de passar pelo Senado, que terá 45 dias para votá-lo. Molon se diz confiante também em relação à "outra Casa", onde afirma ter ouvido "coisas positivas" de membros da oposição.
Com relação à neutralidade da rede, que garante que todos os dados trafegados na internet tenham o mesmo tratamento, incluindo a mesma velocidade, sua aprovação é dada como certa pelo governo e pelos movimentos sociais que apoiam o texto original do Marco Civil. O consenso teria sido obtido após acertos do governo com a oposição.
No entanto, há ainda pelo menos outros três assuntos sobre os quais não se tem tanta certeza se serão aprovados integralmente. São eles: a responsabilização de provedores de aplicações por conteúdo ilegal (prevista no artigo 15º), a guarda de registros de conexão e de serviço (artigos 11º, 12º e 13º) e a exigência de que cópias de todos esses registros sejam armazenados em centrais de dados (datacenters) no Brasil. Este último é uma proposta do Executivo feita após as revelações de Eduard Snowden, ex-agente da SNA, sobre a existência de uma rede internacional de espionagem. Mas, é mais provável que o assunto ficará de fora do Marco Civil e, sim, em um projeto que já está sendo construído sobre guarda de logs (dados pessoais).
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, defende a ideia. "As revelações sobre espionagem mostram que o armazenamento de dados nos EUA é um dos pilares dessa bisbilhotagem. É muito possível que isso continue, mas teremos os dados protegidos aqui e estará consagrado em nossa lei que é crime a quebra do sigilo" afirmou.
Para o coordenador do Núcleo de Direito, Internet e Sociedade da Faculdade de Direito da USP, Dennys Antonialli, a medida pode "impedir o acesso dos brasileiros a produtos e serviços online", já que nem todas as empresas terão condições de arcar com os custos de datacenters no País. "Ironicamente, as que teriam são aquelas sobre as quais recaem as denúncias de cooperação no episódio da espionagem", diz. Antonialli considera ainda que a presença de dados aqui diminuiria a resistência das empresas de oferecer informações armazenadas em servidores no exterior, mas pondera que isso "pode ser endereçado de outras formas", aplicando-se multas, por exemplo.
A oposição ao texto atual do Marco Civil, que defendem a posição das operadoras de telefonia e da Rede Globo, considera mudar a redação dos demais artigos citados, que quer aprovar a obrigatoriedade da guarda de registros também a provedores de serviços, como Google e Twitter, e tornando-os responsáveis caso não retirem conteúdo ilegal veiculado em suas plataformas (como um vídeo), mesmo sem ordem judicial. O texto original do PL desresponsabiliza os provedores de serviço sobre os conteúdos, exigindo uma ordem judicial para a retirada.
“O que significa a retirada de conteúdos da rede sem ordem judicial? Significa que quando tratar de uma denúncia feita a um provedor para tirar uma foto de um blog, por exemplo, ele deverá tirar do ar sem a necessidade de ordem judicial. Além de controverso, vai virar uma indústria da censura instantânea. Se um provedor está no mercado para ganhar dinheiro vendendo acesso, você acha que ele vai ficar analisando se a denúncia procede ou não? Sob a ameaça de ser processado, ele vai retirar o conteúdo imediatamente e isso vai gerar uma disputa, uma verdadeira luta política no Brasil na internet”, alerta Sérgio Amadeu, professor da Universidade Federal do ABC e membro representante da sociedade civil no Comitê Gestor da Internet no Brasil.
Saiba mais sobre o andamento do PL no site Marco Civil ou pela página no Facebook Marco Civil Já
(Da redação do Vermelho com informações do jornal O Estado de S. Paulo)
Aprovado pelo Senado projeto que permite a criação de novos municípios
Publicado por Unknown on sexta-feira, 25 de outubro de 2013
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Direto de Brasília
O Plenário do Senado aprovou, na sessão de 16/10, o projeto de lei que regulamenta a criação, incorporação, fusão e desmembramento de municípios. O texto estabelece que os requisitos necessários para que a população de uma região inicie o processo, que envolve um estudo de viabilidade e um município. A matéria vai à sanção presidencial.
O projeto estabelece limites mínimos de habitantes para a criação de novas cidades, que varia de acordo com a região. Atualmente, 188 distritos teriam condições de virarem municípios.
Pela proposta, os novos municípios precisam ter no mínimo 12 mil habitantes se forem localizados nas regiões Sul e Sudeste; 8,5 mil no Nordeste; e 6 mil nas regiões Centro-Oeste e Norte. Outra condição é que mais da metade das cidades sejam eleitores.
Pelo menos 20% dos eleitores do território a ser emancipado precisam apoiar o requerimento de criação de novo município. O pedido é encaminhado para a Assembleia Legislativa do Estado, que solicita a realização de plebiscito para a Justiça Eleitoral.
O Senado manteve a proibição de criação de novos municípios em áreas indígenas, áreas ambientais ou de preservação da União.
(Com informações do Portal Terra)
O projeto estabelece limites mínimos de habitantes para a criação de novas cidades, que varia de acordo com a região. Atualmente, 188 distritos teriam condições de virarem municípios.
Pela proposta, os novos municípios precisam ter no mínimo 12 mil habitantes se forem localizados nas regiões Sul e Sudeste; 8,5 mil no Nordeste; e 6 mil nas regiões Centro-Oeste e Norte. Outra condição é que mais da metade das cidades sejam eleitores.
Pelo menos 20% dos eleitores do território a ser emancipado precisam apoiar o requerimento de criação de novo município. O pedido é encaminhado para a Assembleia Legislativa do Estado, que solicita a realização de plebiscito para a Justiça Eleitoral.
O Senado manteve a proibição de criação de novos municípios em áreas indígenas, áreas ambientais ou de preservação da União.
(Com informações do Portal Terra)
PCdoB critica limitação da propaganda na minirreforma eleitoral
Publicado por Unknown on quinta-feira, 24 de outubro de 2013
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Direto de Brasília
Os destaques da minirreforma eleitoral, votados na noite da terça-feira (22), na Câmara, provocou muita polêmica a críticas às propostas aprovadas. A líder do PCdoB na Câmara, deputada Manuela D´Ávila (RS) se posicionou contrária a limitação de propaganda eleitoral em propriedades privadas, com a proibição de placas, bandeiras, cartazes, pinturas e inscrições nesses locais.
A proibição de bonecos em vias públicas causou polêmica entre os deputados. A deputada Luciana Santos (PCdoB-PE) fez críticas a esse ponto da minirreforma, alegando que na cidade dela – Olinda – os bonecos gigantes são parte de todas as comemorações, não apenas do Carnaval, e as eleições são a “festa da democracia”.
Vários partidos defenderam a retirada do dispositivo que limita a propagada em propriedades privadas a adesivos de 50cm x 40cm, mas esse ponto foi mantido. O texto aprovado proíbe placas, bandeiras, cartazes, pinturas e inscrições em casas e outras propriedades privadas. Foi justamente um impasse sobre esse ponto que interrompeu a votação do projeto na semana passada.
O Plenário concluiu a votação do projeto de lei da minirreforma eleitoral que altera normas para a propaganda eleitoral na TV e na internet e simplifica a prestação de contas dos partidos. O texto aprovado é um substitutivo do relator, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), alterado por emendas e destaques. Devido às mudanças, a matéria retorna ao Senado.
Para Manuela D'Ávila, “este Plenário teve a oportunidade de mudar, mesmo dentro dessa minirreforma eleitoral, algumas matérias que poderiam ter mais substância na transformação da política brasileira, como o limite de gasto nas campanhas eleitorais, mas decidiu não enfrentar minimamente temas estruturantes da política do nosso país”.
Votação surreal
Para ela, que conduziu a bancada do PCdoB na votação contrária à matéria, “nós faremos uma votação que é surreal. A população brasileira precisa saber que, ao votarmos este parágrafo do art. 37, estará proibida literalmente a veiculação de propaganda eleitoral a partir de faixas, placas, cartazes, bandeiras, pinturas e inscrições nas casas das pessoas. Ou seja, eu estarei proibida de colocar uma bandeira do meu próprio partido e da minha candidatura na minha casa durante o período eleitoral”.
“Nós estaremos retrocedendo a um período absolutamente autoritário do nosso País. Nós estaremos proibindo as pessoas de fazer aquilo que fizeram durante as grandes manifestações deste ano, no nosso país”, insistiu a parlamentar em discurso durante a votação dos destaques da matéria.
E, falando para o público da TV Câmara, que transmite a sessão de votações, ela disse “a livre manifestação do pensar, durante o período eleitoral, na casa das pessoas, da janela para fora, estará proibida. Eu digo mais: há pequenas cidades no nosso País, há cidades em que os candidatos não são aqueles da capital — como eu, que tenho o uso da televisão, sou beneficiada, no cotidiano dos programas eleitorais —, cidades em que as campanhas são feitas de porta em porta, com as bandeiras dos partidos fixadas da porta para fora, no jardim das casas”.
Ela disse que no interior do Rio Grande do Sul, e nos demais estados brasileiros, as bandeiras dos partidos são fixadas para identificar as candidaturas dos prefeitos e que com a minirreforma eleitoral isso será proibido no processo eleitoral. As pessoas não poderão fixar as suas bandeiras partidárias, dos seus candidatos, nas suas casas.
“Em nome de quê? De qual tipo de campanha?”, questionou a deputada. Para, em seguida, alertar que a campanha aprovada na Câmara privilegia as grandes campanhas midiáticas na televisão e a contratação de cabos eleitorais sem compromisso com nada, que são contratados aos milhares no período eleitoral?
Para Manuela, a decisão de impedir a livre manifestação dos eleitores no processo eleitoral é inconstitucional, anunciando que o PCdoB entrará com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) se a lei for sancionada. “Nós não temos o direito de calar a população brasileira dentro das suas casas, nunca e nem no período eleitoral”, explicou a deputada.
Outros partidos
O deputado Afonso Florence (PT-BA) disse que a limitação vai afetar a liberdade política dos cidadãos de se manifestar no processo eleitoral, confirmando as palavras da líder do PCdoB, deputada Manuela D’Ávila.
O deputado Chico Alencar (Psol-RJ - foto ao lado) chegou a dizer que, se a regra se aplicar à eleição de 2014, será descumprida por ele. “Eu vou colocar uma bandeira na minha casa”, disse.
A proibição de bonecos e bandeiras nas vias públicas durante as campanhas foi outro ponto de discussão. As bandeiras foram liberadas, mas os bonecos passaram a ser proibidos. O deputado Esperidião Amin (PP-SC) ironizou a fala da deputada Luciana Santos, dizendo que “respeitamos os bonecos em Olinda. Nas campanhas, não”, disse.
Segundo Luciana Santos, os bonecos permitem que os candidatos abordem o povo de uma maneira criativa. “Os bonecos gigantes significam o momento de festejar. Eleição é festa da democracia”, defendeu.
Próximas eleições
Apesar da aprovação da minirreforma, restam dúvidas sobre a aplicação do projeto nas próximas eleições. O líder do PT, deputado José Guimarães (CE), voltou a dizer que o projeto não poderá ser aplicado em 2014 por violar a regra da anualidade.
Segundo essa regra, as mudanças eleitorais só valerão para eleições subsequentes se entrarem em vigor um ano antes das eleições. Assim, a proposta deveria entrar em vigor no dia 5 de outubro.
O líder do PMDB e relator da proposta, deputado Eduardo Cunha, avalia que toda a minirreforma será aplicada, já que trata apenas de procedimentos eleitorais e não de regras das eleições.
(De Brasília Márcia Xavier com Agência Câmara)
Dilma pede que Aldo continue no Ministério do Esporte em 2014
Publicado por Unknown on domingo, 20 de outubro de 2013
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Destaques,
Direto de Brasília
Em sua conta no Twitter, Dilma disse que ouviu detalhes sobre a candidatura de Brasília, e lembrou ainda que a decisão da sede da Universíade 2019 sai no dia 9 de novembro, em Bruxelas, na Bélgica.
Aldo avaliou que Brasília já está se preparando, pois recebeu grandes investimentos para a Copa das Confederações e para o Mundial de 2014. Entre novembro e dezembro de 2013, a capital federal ainda vai receber a Gymnasíade (Jogos Mundiais Escolares), além de fazer parte do plano de nacionalização dos Jogos Olímpicos, em 2016, sediados primeiramente no Rio de Janeiro. Já o presidente da FiSU afirmou que o Brasil poderá aproveitar o evento para difundir o esporte nas universidades.
A Universíade é um evento multidesportivo internacional, organizado pela FISU para atletas universitários, de dois em dois anos. O nome é uma combinação das palavras “olimpíada” e “universidade”. Neste ano, em Kazan (RUS), o evento reuniu atletas de 8,7 mil instituições de ensino em todo o planeta. Em novembro, a federação escolherá a sede entre três candidatas: Brasília, Budapeste (HUN) e Baku (AZB).
Aldo Rebelo recebe pedido de Dilma
Um dia após anunciar que deixaria o governo em dezembro deste ano, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, ouviu da presidenta Dilma que continuasse em seu posto em 2014. A assessoria de imprensa do ministério informou que na reunião, a presidenta ressaltou a importância que ele continuasse no governo, por considerar que Aldo está se saindo muito bem no trabalho de coordenação dos preparativos da Copa do Mundo de 2014.
Da redação,
Com Blog do Planalto e agências
Aldo avaliou que Brasília já está se preparando, pois recebeu grandes investimentos para a Copa das Confederações e para o Mundial de 2014. Entre novembro e dezembro de 2013, a capital federal ainda vai receber a Gymnasíade (Jogos Mundiais Escolares), além de fazer parte do plano de nacionalização dos Jogos Olímpicos, em 2016, sediados primeiramente no Rio de Janeiro. Já o presidente da FiSU afirmou que o Brasil poderá aproveitar o evento para difundir o esporte nas universidades.
A Universíade é um evento multidesportivo internacional, organizado pela FISU para atletas universitários, de dois em dois anos. O nome é uma combinação das palavras “olimpíada” e “universidade”. Neste ano, em Kazan (RUS), o evento reuniu atletas de 8,7 mil instituições de ensino em todo o planeta. Em novembro, a federação escolherá a sede entre três candidatas: Brasília, Budapeste (HUN) e Baku (AZB).
Aldo Rebelo recebe pedido de Dilma
Um dia após anunciar que deixaria o governo em dezembro deste ano, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, ouviu da presidenta Dilma que continuasse em seu posto em 2014. A assessoria de imprensa do ministério informou que na reunião, a presidenta ressaltou a importância que ele continuasse no governo, por considerar que Aldo está se saindo muito bem no trabalho de coordenação dos preparativos da Copa do Mundo de 2014.
Da redação,
Com Blog do Planalto e agências
Governo altera regra para concessão de seguro-desemprego
Publicado por Unknown on sexta-feira, 11 de outubro de 2013
Seção
Destaques,
Direto de Brasília
O governo alterou uma das regras para a concessão de seguro-desemprego. O trabalhador que solicitar o benefício a partir da segunda vez, dentro de um período de dez anos, terá que fazer curso com o mínimo de 160 horas para receber o pagamento. Antes, o curso deveria ser feito a partir do terceiro pedido de seguro-desemprego no prazo de dez anos.
A alteração está no Decreto n° 8.118 publicado na edição desta sexta-feira (11) do Diário Oficial da União.
O curso, com o mínimo de 160 horas, deve ser de formação inicial e continuada ou de qualificação profissional. No ano passado, o Decreto n° 7.721, de 16 de abril, havia instituído a condicionalidade do curso.
O seguro-desemprego é uma assistência financeira temporária a trabalhadores desempregados sem justa causa para auxiliá-los na manutenção e na busca de emprego e inclui ações integradas de orientação, recolocação e qualificação profissional.
Fonte: Agência Brasil
Assis Melo apresenta PL's para ampliar direitos dos trabalhadores
Publicado por Unknown on quinta-feira, 10 de outubro de 2013
Seção
Destaques,
Direto de Brasília
Preocupado com a saúde dos trabalhadores e garantia de direitos, o dirigente da CTB e deputado federal Assis Melo (PCdoB-RS) apresentou três Projetos de Lei (PLs) nesta semana. Dois deles são voltados aos agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias. Um terceiro versa sobre a indenização a ser paga ao trabalhador quando o empregador atrasar o pagamento de salário após o quinto dia útil.
Um dos projetos acresce o art. 8º-A à Lei nº 11.350, de 5 de outubro de 2006, para estabelecer condições especiais de trabalho para as atividades de agente comunitário de saúde e de agente de combate às endemias, proibindo o exercício de atividades das 11h às 16h. O presente projeto visa proteger esses profissionais, já que ficam expostos à irradiação solar por longos períodos do dia, situação essa que, com o passar dos anos, afetam sua saúde, a ponto, inclusive, de causar câncer de pele. A proposição tem como inspiração o Projeto de Lei nº 4.660, de 2012, de autoria do deputado Osmar Júnior, que protege outra classe de trabalhadores que também fica por um longo período exposta às más condições do tempo: os carteiros.
Outro PL assegura ainda o pagamento de insalubridade aos agentes comunitários de saúde e de endemias, alterando o artigo 193 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, para conceder adicional de periculosidade. Com a alteração, o artigo passa a ter a seguinte redação:
“São consideradas atividades ou operações perigosas, na forma da regulamentação aprovada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, aquelas que sejam exercidas em contato permanente com inflamáveis e explosivos, ou exercidas em condições de risco à integridade física do trabalhador em decorrência da circulação em vias públicas, com os perigos a elas inerentes, para o exercício da atividade de agente comunitário de saúde ou de agente de combate a endemias”.
O terceiro acrescenta parágrafo ao art. 459 da CLT para dispor sobre a indenização por atraso no pagamento de salário. O texto traz a seguinte especificação:
“Havendo inobservância do prazo fixado no § 1º deste artigo, o empregado fará jus à indenização equivalente a 1/30 (um trinta avos) da remuneração por dia de atraso.”
O art. 459, § 1º, da CLT estabelece que, quando o pagamento houver sido estipulado por mês, deverá ser efetuado, o mais tardar, até o quinto dia útil do mês subsequente ao vencido. A infração a esse dispositivo acarreta, para o empregador, multa administrativa no valor de R$ 402,53.
(Portal CTB com informações da assessoria do deputado Assis Melo)
Um dos projetos acresce o art. 8º-A à Lei nº 11.350, de 5 de outubro de 2006, para estabelecer condições especiais de trabalho para as atividades de agente comunitário de saúde e de agente de combate às endemias, proibindo o exercício de atividades das 11h às 16h. O presente projeto visa proteger esses profissionais, já que ficam expostos à irradiação solar por longos períodos do dia, situação essa que, com o passar dos anos, afetam sua saúde, a ponto, inclusive, de causar câncer de pele. A proposição tem como inspiração o Projeto de Lei nº 4.660, de 2012, de autoria do deputado Osmar Júnior, que protege outra classe de trabalhadores que também fica por um longo período exposta às más condições do tempo: os carteiros.
Outro PL assegura ainda o pagamento de insalubridade aos agentes comunitários de saúde e de endemias, alterando o artigo 193 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, para conceder adicional de periculosidade. Com a alteração, o artigo passa a ter a seguinte redação:
“São consideradas atividades ou operações perigosas, na forma da regulamentação aprovada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, aquelas que sejam exercidas em contato permanente com inflamáveis e explosivos, ou exercidas em condições de risco à integridade física do trabalhador em decorrência da circulação em vias públicas, com os perigos a elas inerentes, para o exercício da atividade de agente comunitário de saúde ou de agente de combate a endemias”.
O terceiro acrescenta parágrafo ao art. 459 da CLT para dispor sobre a indenização por atraso no pagamento de salário. O texto traz a seguinte especificação:
“Havendo inobservância do prazo fixado no § 1º deste artigo, o empregado fará jus à indenização equivalente a 1/30 (um trinta avos) da remuneração por dia de atraso.”
O art. 459, § 1º, da CLT estabelece que, quando o pagamento houver sido estipulado por mês, deverá ser efetuado, o mais tardar, até o quinto dia útil do mês subsequente ao vencido. A infração a esse dispositivo acarreta, para o empregador, multa administrativa no valor de R$ 402,53.
(Portal CTB com informações da assessoria do deputado Assis Melo)
Jô Moraes propõe campanha para deter violência contra professor
Publicado por Unknown on quarta-feira, 9 de outubro de 2013
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Destaques,
Direto de Brasília
A deputada Jô Moraes (PCdoB-MG) fez um discurso indignado contra a violência contra os professores. Da tribuna, a deputada propôs uma campanha em favor da Educação e contra a violência, que tem como primeira vítima a própria sociedade. Ele destacou que os educadores são vítimas do Estado, ao negar-lhes condições dignas de trabalho, e dos próprios alunos, citando o caso de quatro alunos de uma escola no Vale do Rio Doce, que tentaram envenenar a vice diretora com o uso de chumbinho em alimento.
“Não dá mais para protelar esta situação de desatino, de selvageria a que estão entregues muitos educandários, muitos educadores, muitas crianças. Precisamos agir com eficiência e presteza”, disse, enfatizando que “não podemos aceitar essa tendência de naturalização da percepção de violência e da própria violência nas escolas”.
A parlamentar (foto ao lado) disse que a violência contra professores tem sido cotidiana no ambiente escolar. “Nossos educadores são sistematicamente vítimas de violência, seja do Estado, de seu braço policial, ou institucional, ao negar-lhes as condições essenciais para o exercício profissional digno; seja dos próprios alunos”.
“É uma distorção total de valores, de ética, de civilidade”, disse ao citar o recente caso de um policial do Rio de Janeiro que fez uma postagem na rede social com o cassetete quebrado e os dizeres: “Foi mal, fessor” numa referência à pancadaria no dia anterior contra educadores públicos em greve por melhores condições de trabalho e remuneração.
Jô Moraes se solidarizou com os professores do Rio de Janeiro em greve, “que fizeram uma bela, justa e legítima manifestação em defesa da educação e que terminou em violência que alcançou índices absolutamente inaceitáveis”, afirmou.
(Portal Vermelho em Brasília com informações da Ass. Dep. Jô Moraes)
“Não dá mais para protelar esta situação de desatino, de selvageria a que estão entregues muitos educandários, muitos educadores, muitas crianças. Precisamos agir com eficiência e presteza”, disse, enfatizando que “não podemos aceitar essa tendência de naturalização da percepção de violência e da própria violência nas escolas”.
A parlamentar (foto ao lado) disse que a violência contra professores tem sido cotidiana no ambiente escolar. “Nossos educadores são sistematicamente vítimas de violência, seja do Estado, de seu braço policial, ou institucional, ao negar-lhes as condições essenciais para o exercício profissional digno; seja dos próprios alunos”.
“É uma distorção total de valores, de ética, de civilidade”, disse ao citar o recente caso de um policial do Rio de Janeiro que fez uma postagem na rede social com o cassetete quebrado e os dizeres: “Foi mal, fessor” numa referência à pancadaria no dia anterior contra educadores públicos em greve por melhores condições de trabalho e remuneração.
Jô Moraes se solidarizou com os professores do Rio de Janeiro em greve, “que fizeram uma bela, justa e legítima manifestação em defesa da educação e que terminou em violência que alcançou índices absolutamente inaceitáveis”, afirmou.
(Portal Vermelho em Brasília com informações da Ass. Dep. Jô Moraes)
























